quarta-feira, 11 de abril de 2012

Argiloterapia

 

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A Argiloterapia ou também conhecida por Geoterapia consiste na aplicação de Argila nas partes afetadas do organismo com objetivo terapêutico. Também é utilizada com finalidade preventiva pela grande capacidade de desintoxicar o organismo, favorecendo a eliminação de toxinas e aumentando as defesas.
Devido à composição química da argila, a geoterapia é uma terapia eficaz contra muitos problemas de saúde. A argila é rica em sais minerais como ferro, silício e magnésio, que lhe conferem propriedades terapêuticas.

As argilas são rochas sedimentares compostas de grãos muito finos de silicatos de alumínio, associados a óxidos que lhes dão tonalidades diversas. Embebidas em água, formam uma pasta mais ou menos plástica (barro), que pode ser moldada. Divide-se em dois tipos: argilas primárias, originadas da decomposição do solo por ações físico-químicas do ambiente natural, através dos anos, apresentando-se normalmente na forma de pó; argilas secundárias, decorrentes da sedimentação de partículas transportadas através das chuvas e dos ventos, que se apresentam na forma pastosa ou de lama (argila mais água).

A argila possui três propriedades fundamentais:

1 – Absorção: a principal propriedade que lhe atribui a propriedade da maleabilidade quando se mistura argila com água obtém-se uma pasta eficaz no tratamento de inflamações, edemas e inchaços.
2 – Liberação: a argila tem facilidade para liberar elementos que fazem parte de sua constituição (ativos), sendo muito importante pelo seu efeito protetor e absorvedor de toxinas em vários órgãos, principalmente a pele e mucosas.
3 – Adsorção: um processo físico-químico pela qual as argilas deixam passar moléculas, elementos gasosos e partículas microscópicas do meio ambiente e bactérias com o intuito de deslizaram para o interior da pele. Este poder é muito grande e quase irreversível, tornando-se assim, muito útil na fixação de toxinas presentes no organismo para uma posterior eliminação das mesmas.

Acredita-se que suas propriedades normalizadoras devem-se às trocas energéticas, iônicas e radiônicas exercidas pelos elétrons livres existentes nos minerais de sua composição, tais como: manganês, magnésio, alumínio, ferro, sílica, titânio, cobre, zinco, cálcio, fósforo, potássio, boro, selênio, lítio, níquel, sódio e outros.
Outro aspecto interessante é que não há necessidade de preocupar-se com a ação da argila, pois ela tem uma \”inteligência\” em relação ao trabalho necessário, seja sedar, tonificar, estimular ou absorver, além de potencializar o sistema imunológico e não ser tóxica. Para isso, no entanto, é preciso que sua extração seja controlada e que se tenha o cuidado de evitar solos contaminados por poluição e agrotóxicos. A qualidade da argila utilizada deve ser uma preocupação fundamental para o profissional, antes de qualquer procedimento.

A concentração de determinadas minerais na argila, combinados sabiamente pela natureza, confere-lhe qualidades especiais para curar. Seus principais efeitos no organismo são:

• Desinfiltra os interstícios celulares.
• Elimina toxinas.
• Estimulação da micro circulação cutânea.
• Permite a troca de energia dos minerais com a parte afetada.
• Promove uma microabrasão (peeling suave).
• Regula a produção sebácea.
• Regula a queratinização.
• Regulariza a temperatura do órgão enfermo uniformizando a irrigação sanguínea.

Vamos á prática

argila-branca

Existem vários tipos de argila e cada uma é indicada para uma finalidade específica. Antes de usá-la, é preciso conhecer sua composição.

Argila Amarela

A Argila Amarela é rica em Dióxido de Silício e Silício que é o elemento catalisador para formação da base de colágeno da pele, por isso é indicada para rejuvenescimento e tratamentos cosméticos. Tem alta capacidade de troca de cátions e anions. Combate e retarda o envelhecimento cutâneo, nutre com seus sais minerais necessários para um tecido mais rígido e saudável sem deixá-lo ressecado. Tem ótimo efeito tensor e melhora a circulação sanguínea. Rica em Dióxido de Silício que tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando na flacidez cutânea.

Argila Branca

A Argila Branca ou Caulim é uma argila primária composta de silicato de alumínio hidratado resultante da alteração de rochas lavadas pela chuva. Possui um pH muito próximo da pele e seus principais benefícios são: clarear, absorver oleosidade sem desidratar, suavizar, cicatrizar e catalisar reações metabólicas do organismo. É indicada para o tratamento de manchas, peles sensíveis e delicadas.

É a mais leve de todas, possui propriedades cicatrizantes, devido à elevada porcentagem de alumínio presente em sua composição. É a menos absorvente sendo indicada para produtos para peles sensíveis e também usada em máscaras faciais, loções e xampus para cabelos secos.

A Argila Branca contém diversos oligoelementos, entre os minerais encontrados destacam-se os de silício (na pele é um componente dos aminoácidos na proteína da pele), reduz as inflamações, tem ação purificante, adstringente e remineralizante, efeito anti-séptico, cicatrizante.

Argila Branca da Amazônia

Argila Nativa rica em nutrientes. Rico em Ferro, Alumínio, Boro, Potássio, Cálcio e Enxofre. É um ingrediente com alto grau de hidratação e antioxidantes.

Argila nativa da Amazônia, de coloração branca acinzentada. Rica em nutrientes e sais minerais que ajudam a eliminar as toxinas da superfície da pele e ativam a regeneração celular. Possui nutrientes que combatem os radicais livres e canalizam energia positiva. Ativa a regeneração celular

Formada nas ribanceiras dos rios após as inundações provocadas em época de chuva, a argila tem propriedades capazes de fortalecer o tônus da pele, reduzir as rugas e eliminar gorduras localizadas e celulite. Age de forma direta no combate aos radicais livres.

Indicada para máscaras faciais e capilares, cremes, loções e sabonetes corporais para produtos cosméticos destinados a regeneração e limpeza da pele e esfoliantes corporais.

Argila Cinza

A Argila Cinza, Wilkinita ou Bentonita – É retirada de regiões vulcânicas dos EUA. Contém aproximadamente 60% de sílica, o que faz com que tenha grande afinidade com a água, sendo muito eficaz para inchaços e edemas. Tem pH mais alcalino, é antiedematosa, secativa e absorvente. É indicada para peles oleosas, manchadas, edemaciadas.

Argila Marinha

A Argila Marinha é rica em minerais, tem uma cor verde bem escura e é obtida do fundo do mar. Ela tem uma grande concentração de algas marinhas o que a faz perfeita para purificar e tonificar o corpo.

Argila Marrom

A Argila Marrom possui baixo percentual de ferro e elevado teor de silício, alumínio e titânio e outros oligoelementos. Resulta em efeito ativador da circulação, além de contribuir com um efeito equilibrador e revitalizador celular. É uma argila rara, devido sua pureza. É eficaz contra a acne e espinha e tem efeito rejuvenescedor do tecido.

Pelo seu alto teor de silício, a rgila marrom ajuda na renovação celular e combate problemas de acnes além de contribuir na boa elasticidade da pele. O Alumínio atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.

O Silício tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.

Argila Preta

A Argila Preta ou Lama Negra é considerada um material muito nobre. Raramente encontrada tão pura. Este material é retirado de uma profundidade maior que 4 metros. Devido ao alto teor de Alumínio e Silício e baixo percentual de ferro, pode ser usado tanto para cosmética como para tratamento de doenças. Seu teor de Titânio agrupado com elevados percentuais de Alumínio e Silício indica um material com excelente agente rejuvenescedor. Tem ação antiinflamatória, anti-artrósica, absorvente, antitumoral e anti-stress. Melhora a circulação sangüínea periférica favorecendo a reprodução celular.

Argila secundária de composição rica e diferenciada em sais minerais e oligoelementos muito importantes para o metabolismo da pele. São eles: silicato de alumínio e de magnésio, carbonato de cálcio e de magnésio, óxido de silício, de zinco e de ferro, enxofre. Tem atividade estimulante, antitóxica, nutriente (oligoelementos), anti-séptica, redutora e adstringente. É mais indicada para tratamentos corporais, pois ativa a microcirculação sanguínea.

Argila Rosa

Ideal para peles cansadas e sem viço. Vitaliza a pele, devolve a luminosidade natural da pele, aumenta a circulação, absorve toxinas e hidrata a pele.

A Argila Rosa é a mais suave de todas as Argilas. É a mistura da Argila Branca com a Vermelha. É indicada para peles sensíveis, delicadas, com vasinhos e rosácea, pois possui ação desinfetante, suavizante e emoliente.

Tem propriedades cicatrizantes e suavizantes. Por ser extremamente suave pode ser usada todos os dias sem ressecar a pele, é recomendada para peles desidratadas e delicadas. Auxilia na queima e na drenagem de celulite e gorduras localizadas.

A Argila Rosa além dos benefícios da Argila Branca, possui grande poder tensor indicada nos tratamentos de flacidez tissular, combate à desestruturação do tecido conjuntivo devido aos sinais de envelhecimento, reidrata a pele, combate os radicais livres.

Argila Verde

A argila verde é desintoxicante e tem ação esfoliante. De origem francesa, sua coloração deve-se à presença de óxido de ferro associado ao magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alumínio, silício, cobre, selênio, cobalto e molibdênio. De pH neutro, possui ação absorvente, combate edemas, é secativa, emoliente, anti-séptica, bactericida, analgésica e cicatrizante, indicada para as peles oleosas e acneicas e em produtos para cabelos oleosos.

Desinfrilta o interstício celular, esfoliante suave, promove a desintoxicação e regula a produção sebácea.

Argila Vermelha

A Argila Vermelha é uma Argila Secundária porosa, pouco densa, rica em óxido de ferro e cobre. Hidrata e previne o envelhecimento da pele. É anti-stressante, redutora de pesos e medidas.

O Óxido de Ferro tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.

Entenda a atuação de alguns argilominerais:

Alumínio: atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante, e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.

Ferro: tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.

Magnésio: tem o poder de fixar os íons de potássio e do cálcio e a manutenção do gel celular, ou seja, a hidratação e na síntese das fibras do colágeno.

Manganês: tem ação específica na biosíntese do colágeno, tem ação antiinfecciosa, cicatrizante, antialérgico.

Silício: tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.

Sódio e Potássio: Ajudam a manter a hidratação e o equilíbrio iônico das células cutâneas.

Como usar a argila

Em compressas quentes: diluí-la em água mineral morna, até transformá-la numa pasta, depois coloque-a em uma gaze e aplique-a no local desejado, por um período de 20 a 30 minutos.

Em compressas frias: usar água mineral à temperatura normal e aplicar por 2 horas.

Em aplicação direta: principalmente no rosto, aplicar a pasta diretamente sobre a pele em uma camada bem fina.

Pode ser aplicada topicamente no tórax, no abdômen, na região pélvica, na coluna, sobre os rins, nas pernas, nos braços, no rosto, na cabeça, no couro cabeludo e no pescoço.

Máscara facial com argila branca

Promove um efeito desintoxicante, clareador, esfoliante, que reduz a oleosidade, acalma a pele, reduz inflamações, deixa a pele macia, trazendo aspecto mais jovial, melhorando inclusive a sua tonicidade e elasticidade. Segue a receita como realizar a máscara:

1 colher de sopa de argila medicinal branca
3 colheres de chá de sopa de chá de camomila ou calêndula concentrada
Misture tudo numa vasilha de vidro com colher de pau até adquirir uma consistência homogênea. Aplique no rosto limpo, preservando os olhos e lábios. Deixe agir por 20 minutos em local ao abrigo de corrente de vento ou frio, como ar condicionado e ventiladores. Retire o excesso com um papel e jogue no lixo, e depois enxague bem o rosto.

Como aplicar argila no cabelo

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Coloque 3 colheres de sopa de argila no recipiente e aos poucos vá misturando com água (30ml água filtrada, sem cloro) até ficar com a consistência grossa, se for necessário pode adicionar mais um pouco de água.

Com a ajuda de um pincel, aplique no couro cabeludo em cabelo seco ou molhado (só com água), deixando agir durante 15 a 20 minutos.

A argila é escura quando está molhada e vai ficando clara quando seca, por isso, deve ser retirada antes de ficar completamente seca.

Remova a argila com água morna.

Depois lave o cabelo com shampoo anti-resíduos, em seguida, aplique uma máscara hidratante.

Depois de lavar normalmente o cabelo, retire os excessos de água com uma toalha. De preferência, deixe o cabelo secar ao natural, evitando o uso do secador.

Dica: Em casos de cabelos muito oleosos, pode-se utilizar a argila também nos fios, neste caso deve-se aumentar o preparo. Já para cabelos frágeis e quebradiços, é indicado antes do uso procurar orientação de um profissional (cabeleireiro ou clínica de estética).

O tratamento com a argila pode ser feito toda semana e não existe um número exato de aplicações para que o cabelo fique com um aspecto mais saudável. O tempo de uso e a quantidade das aplicações variam de acordo com o estado em que o cabelo se encontra e o número de sessões irá depender de como está à saúde dos fios, não havendo contra-indicação.

Aplicação da argila com ação terapêutica:

Na garganta: para casos de inflamação e calos nas cordas vocais
No pescoço: em casos de tumor na parótida e obstrução das veias que alimenta o cérebro
Nos ombros: nas burcites e artrose
Nos seios: nas displasia , mastite e cisto
Nos braços: casos de tendinites e tenossinovite
Nos joelhos: artrose
Nas pernas: varizes, trombose venosa, flebite, varicose
Nos calcanhares: para esporão de calcareo, gota

Aplicação da argila na região da coluna: para os casos de artrose na cervical, lombar, hérnia de disco (dissolver), inflamação do nervo ciático e na região do pulmão: para as bronquites, nos fibromas pulmonares.

A argila não possui contra-indicação, porém há restrição com relação ao seu uso no ventre das mulheres grávidas por causa de sua ação estimulante e ativadora da circulação.

Os efeitos podem ainda ser potencializados adicionando-se algumas gotas de óleos essenciais à argila. 

Ao utilizar a argila, a ingestão de água tem que ser maior que o normal, pois é uma prática desintoxicante muito forte, que necessita da água como veículo de eliminação das toxinas do organismo, mesmo em aplicação facial.

Fonte: http://didaticadaciencia.wordpress.com/; http://reikicaracol.blogspot.com.br/; http://www.naturologiasaude.com.br/index.php

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cosméticos naturais

 

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Texto extraído do blog DEIXA SAIR de Sonia Hirsch.

Temos por hábito comprar sabonete, xampu, hidratante, creme dental entre outros produtos de beleza e higiene prontos. Além de práticos, são bonitos, cheirosos e prometem maravilhas para pele, dentes e cabelos. Ignorar essas sedutoras prateleiras e colocar a mão na massa exige determinação e, claro, bons argumentos. Vamos a eles:
- Veja o rótulo de qualquer cosmético que tem em casa e leia os ingredientes (se vencer a letra minúscula e os termos em inglês!). A fórmula é, em 99,9% dos casos, tão natural quanto o plástico da embalagem Em vez da andiroba ou da camomila estampada no frasco, ha substâncias químicas sintéticas, como parabenos, imidazolinidil de uréia, hidantoína e, invariavelmente, lauril sulfato de sódio. Todos são irritantes e podem desencadear reações adversas.
- Cheios de corantes e conservantes, substâncias que entram na circulação, ativam o sistema de defesa e liberam radicais livres, gerando estresse oxidativo, podendo acarretar doenças inflamatórias crônicas.
- Em 2009, nos EUA, a Campanign for Safe Cosmetics detectou, em 12 produtos de banho para bebês e crianças, duas substancias carcinogênicas: 1,4-dioxane e o formaldeído. Os fabricantes afirmam que, embora sejam tóxicos, em pequenas doses não oferecem riscos. Mas se forem usados todos os dias ao longo de anos?
- Segundo o National Institute of Occupational Safety and Health, nos EUA foram detectadas 884 substâncias químicas tóxicas em formulações de produtos cosméticos para higiene e cuidado da pele. O autor do livro Unreasonable Risk e professor de medicina da Universidade de Illinois, em Chicago, Samuel Epstein, afirma que várias são carcinogênicas.
- A ANVISA, nossa agência reguladora (!), não submete à análise produtos como condicionadores, xampus e sabonetes. Outros, como alisantes, antitranspirantes e tintura de cabelo, precisam de registro e passam por análise técnica. Acontece que cabe aos fabricantes comprovar que as substâncias estão nos limites seguros!
- Não somos enganados apenas no banho. Verifique como são feitos, por exemplo, o óleo de amêndoas e a manteiga de cacau vendidos em farmácia.
- Ao usar estes produtos químicos estamos despejando pelo ralo milhares de substâncias potencialmente tóxicas.
O fato é que empresas usam os termos “eco” e “natural” para vender uma infinidade de produtos químicos. “O que mais me incomoda, além dos testes em animais, é a propaganda sustentável, quando o produto sequer é biodegradável. Há um óleo trifásico de maracujá, que não contem nem o óleo essencial da fruta, leva perfume sintético, é feito em base de óleo de soja transgênica e colorido sinteticamente”, diz Carol Daemon, importante fonte uma matéria que escrevi sobre o tema para a Revista dos Vegetarianos. “Os óleos vegetais indicados são os essenciais (medicinais) e os que podem ser ingeridos”, indica a autora do blog caroldaemon.blogspot.com. Outra fonte, Rafael Ninno Muniz, educador ambiental e criador do “Cosmética Viva” provoca: “Tudo que você coloca na pele é absorvido de forma sistêmica pelo corpo. Quem come xampu ou protetor solar?”. Rafael resume tudo com uma dica: “somente coloque na pele o que puder colocar na boca”. Anote algumas de suas receitas:
Desodorante
100ml de água, 100ml de álcool de cereais, 1 colher de café de bicarbonato de sódio e algumas gotas de um óleo essencial (opcional).
Esfoliante
Bata no liquidificador fubá, argila em pó e babosa.
Hidratantes
Use óleos vegetais de gergelim, semente de uva, abacate, amêndoa ou coco (sou fã, particularmente, do óleo da Dr. Orgânico, que atraiu a borboleta da foto). Eles também servem para remover maquiagem, limpar o rosto e deixar sedosos os cabelos.
Frutas também hidratam! Experimente passar a parte interna da casca do mamão no corpo (rico em vitaminas A, C e do complexo B, é um excelente regenerador de tecidos e, por ser fonte de beta-caroteno e vitamina C, protege contra a radiação solar).
A polpa oleosa do abacate é altamente umectante: aplicada com um algodão, remove as impurezas da pele.
Com aveia você prepara o verdadeiro “leite de aveia”: bata um pouco desse cereal com água, até ficar com consistência de creme. Passe na pele, espere secar e tire com as mãos a poeirinha que sobrar.
Saiba mais:
http://cosmeticaviva.energialudica.org (no site você baixa gratuitamente a apostila de fitocosméticos com varias receitas)
http://www.storyofcosmetics.org (vídeo de 8 minutos sobre a indústria e o papel do consumidor)
http://chemicalbodyburden.org (informações contundentes sobre como estamos expostos à química)

Fonte: http://www.soniahirsch.com/2011/06/dicas-da-raquel-ribeiro-cosmeticos.html

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Jejum

 

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Jejuar não significa passar fome. Padre Inácio Medeiros, Missionário Redentorista, ressalta que a prática do Jejum é um ato penitencial que ganha força no tempo da Quaresma, mas que pode e deve ser utilizada durante todo o resto do ano.

“A partir do advento de Jesus Cristo e do seu sacrifício redentor, paixão, morte e ressurreição, a Igreja começou a utilizar essa prática também como uma forma de penitência”, salienta o Missionário Redentorista.

Padre Inácio acrescenta que o Jejum age englobadamente com outros exercícios de penitência que, no fundo, são um sinal externo da conversão do coração, da mudança de vida, da transformação da própria vida.

Pelo jejum recorda-se que "não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus" (Mt 4,4). Por meio dessa penitência, o cristão é estimulado a desapegar o coração de todos os bens que acaso o impeça de amar e servir a Deus acima de todas as coisas. Praticar, retamente, a abstinência de alimentos o faz sentir a precariedade e a fugacidade da vida neste mundo e o ajuda a ordenar a existência para Deus. O jejum corporal faz parte das práticas espirituais de quase todas as religiões, dando-lhes um significado sagrado.

Ao jejuar, o cristão deve concentrar-se não somente na abstenção de alimentos ou de bebidas como também no significado mais profundo dessa prática. O alimento e as bebidas são indispensáveis para o homem viver, disso se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar seja da forma que for. O jejum tem como finalidade nos levar a um equilíbrio necessário e ao desprendimento daquilo que podemos chamar de “atitude consumista”, característica da nossa civilização.

É preciso entender que a renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é um fim em si mesmo, mas apenas um “meio” a fim de preparar o caminho para conquistas mais profundas. A renúncia do alimento deve servir para criar condições para a vivência dos valores transcendentais. Por isso, essa prática espiritual não pode ser algo triste, enfadonho, mas uma atividade feliz e libertartadora.

Outra consideração importante é que a prática se distingue da abstinência de carne, que deve ser colocada em prática na Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, e na Sexta-Feira da Paixão.

O jejum e a Palavra de Deus

A Bíblia recomenda muito o jejum tanto no Antigo como no Novo Testamento. Jesus o realizou por quarenta dias no deserto antes de enfrentar o demônio e começar a vida pública; e o recomendou por diversas ocasiões. “Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum” (Mt 17,20). “Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos” (Tb 12,8).

Na "palavra de ordem" supracitada no livro do profeta Joel (cf. Jl 2, 12-13), Deus diz que é muito mais necessário "rasgar o coração" do que as vestes. Esta Palavra se aplica muito bem ao jejum, porque muito mais do que ficar sem comer isso ou aquilo, deve-se repassar para os menos favorecidos tudo o que não é consumido e o que é excedente. O jejum bem feito também nos dá a possibilidade de reconhecer as nossas faltas e misérias, porque, por meio dele, vemos o quanto ainda somos egoístas e mesquinhos.

A Igreja chama o jejum de “remédio contra o pecado”; pois essa atividade ajuda a todos a vencer o maior mal deste mundo: o pecado. Essa prática fortalece o espírito contra as tentações da carne, liberta e abre o ser para os valores superiores da alma.
A Igreja Católica Apostólica Romana coloca como preceito o jejum na Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e na Quarta-feira de Cinzas, no entanto, é possível e recomendável lançar mão dessa arma eficaz todas as sextas-feiras, como pede Nossa Senhora em suas aparições em Fátima, Portugal.

O jejum que agrada a Deus vai muito além das práticas de mortificação ou abstinência. O verdadeiro jejum deve partir do coração, provocar libertação e mudança de vida, ou seja, de comportamento. Senão, de nada vale, visto que a maior prova da vida de oração e jejum é o bem comum, cujo objetivo deve mudar o comportamento de quem o pratica com Deus e com os irmãos. De que adianta rezar muito e fazer exercícios espirituais se o comportamento de quem os pratica não muda?
Os santos sempre fizeram do jejum uma arma poderosa contra as forças malignas. A fé exige atos práticos e concretos, que revelem os resultados da conversão.

Importante – O jejum não deve ser feito como algo obrigatório ou rotineiro. Assim como tantos outros exercícios que a Igreja propõe, a prática deve ser uma expressão do amor. “Se for feito assim, perde seu sentido e sua razão”, aponta o Redentorista.

Implicações – De acordo com Pe. Inácio Medeiros, o jejum não implica que a pessoa vá ficar o dia inteiro sem se alimentar. A proposta é reduzir o mínimo possível a alimentação, como demonstração de desprendimento dos bens materiais, dentre eles, o alimento, que é uma questão de subsistência. A prática implica que os fiéis cresçam na comunhão com Jesus Cristo e com todos os valores que o Redentor nos deixou.

Recomendações – E o jejum pode ser feito durante toda a Quaresma. Tradicionalmente, a prática é mais comum às sextas-feiras, pelo fato de o dia da semana recordar a Paixão e a morte de Jesus Cristo.

Pessoas que têm menos de 16 anos ou 18 anos e também aquelas maiores de 65 anos estão dispensadas de fazer o jejum. Portadores de alguma doença ou problema físico, também. “Quem deve praticar o jejum são aquelas pessoas que tenham pleno vigor físico, ou seja, dos 16 ou 18, até os 65 anos”, explica Pe. Inácio.

O fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, é autor do livro “Práticas de Jejum”, que enfoca o assunto. Segundo o religioso, há quatro tipos básicos de jejum. A seguir, conheça cada um deles

1.  Jejum da Igreja

O básico é que aquele que opte pela prática tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição (almoço ou jantar), substituindo a outra que não for feita por um lanche simples. “O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas refeições”. Evitar completamente, no dia do jejum, balas, doces e biscoitos também fazem parte da prática, assim como abrir mão de refrigerantes, bebidas e cafezinhos.

2. Jejum a pão e água

A proposta é que se coma pão quando houver fome e que se beba água quando estiver com sede. Porém não é permitido ingerir os dois itens ao mesmo tempo. “É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia”, recomenda Pe. Jonas.

3. Jejum à base de líquidos

Nesse tipo de jejum, o praticante deve passar o dia se alimentando apenas com líquidos, como sucos, chás e caldos de verduras, legumes e até carnes. “Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum”, salienta.

4. Jejum completo

Esse tipo de jejum implica que a pessoa não ingira qualquer tipo de alimento e apenas beba água. Segundo Pe. Jonas, é recomendável que, antes de praticá-lo, o fiel já tenha feito jejum a pão e água e o jejum à base de líquidos, como treinamento.

No jejum completo, é fundamental beber água várias vezes ao dia. Porém, existe a possibilidade de fazer o jejum sem ingerir água – o que é recomendável às pessoas mais experientes nessa prática.

Monsenhor Jonas Adib destaca que o fundamental é ter em mente que o jejum não significa um teste de resistência. “Não precisamos provar nada a ninguém: nem a nós, nem ao Senhor. O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da contemplação, da intercessão, a da Unção do Espírito Santo”, complementa.

Fonte:http://www.cancaonova.com/

Semana Santa

 

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A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos onde se faz memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e tem seu término com a ressurreição de Jesus Cristo, que ocorre no domingo de Páscoa.

Os dias da Semana Santa

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os discípulos e entrou na cidade como um rei, mas sentado num jumentinho - o simbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hosana ao Filho de Davi!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

Segunda-Feira Santa

É o segundo dia que vem depois de Domingo de Ramos.

Terça-Feira Santa

É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria. E muito comum também por ser o dia de penitência no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos.

Quarta-Feira Santa

É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quinta-Feira da Ceia

É o quinto dia da Semana Santa e na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma.

Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés com a instituição do mandamento novo e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.

A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

É quando a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e Adoração da Cruz. A recordação da morte do Senhor consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as Missas.

Domingo de Páscoa

É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais 50 dias até o Domingo de Pentecostes.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Semana_Santa